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Minha resenha no site Amálgama sobre romance de Murakami

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Minha homenagem ao Cony no Caderno de Sábado do Correio do Povo

Uma quase-homenagem

Neste quase-país em que vivemos, terra de quase-leitores, em que quase-escritores tentam escrever seus quase-livros, um escritor, sem o quase, publicou, na sua quase-humildade, o que chamou de quase-romance e pôs o título de Quase memória, isso décadas depois de ter declarado abandonar a literatura (ou seja, quase deixou de escrever). Foi essa obra que me fez conhecê-lo, lá pelos anos 90, quando começava a me interessar cada mais pela arte literária. Neste 2018, prenunciando o que promete ser um dos piores anos de nossa história, ele nos deixa.
A morte, diga-se, é uma constante em sua obra, bem como nas frases espirituosas com as quais ele nos presenteava em entrevistas e nas suas participações como comentarista no rádio. Conviveu com a espera por ela nos últimos anos em que a saúde o debilitava. Era favorável ao suicídio assistido, como declarou em entrevista ao site da BBC Brasil: “Ninguém quer morrer sofrendo, chorando e gritando. Eu, pelo menos, não. Quero morrer…

Eleição no Estado laico

Artigo de opinião que escrevi para o jornal Gazeta do Sul de hoje.

Leituras e releituras de 2017

Algumas tiveram resenhas, é só procurar no blog:
Janeiro
1 Os contos completos, Alberto Mussa 2 Tras el símbolo literário – escuelas e técnicas de interpretación, Raúl H. Mora 3 Meshugá – um romance sobre a loucura, Jacques Fux 4 Susan Sontag: entrevista completa para a revista Rolling Stones, Jonathan Cott 5 A ilha do tesouro, Robert Louis Stevenson 6 La biblioteca secreta, Haruki Murakami 7 Sentimento do mundo, Carlos Drummond de Andrade 8 Los libros sin tapas, Felisberto Hernández 9 As suplicantes, Ésquilo
Fevereiro
10 Proyecto XI, Francesc Blanco 11 A pesca da baleia, João Alphonsus 12 O tribunal da quinta-feira, Michel Laub 13 Da mão para a boca: crônica de um fracasso inicial, Paul Auster 14 A resistência, Julián Fuks 15 A literatura greco-latina por Carpeaux, Otto Maria Carpeaux 16 A invenção da solidão, Paul Auster 17 Ifigênia em Áulis, Eurípides 18 Cuentos crueles, Abelardo Castillo 19 A montanha mágica, Thomas Mann 20 O filho de Machado de Assis, Luiz Vilela 21 Negra espalda del tiempo, Javier M…

Escrevi na Amálgama sobre "Histórias extraordinárias", de Edgar Allan Poe

Meu conto de Natal preferido

Podemos elencar muitos textos literários que tenham o Natal como tema. “Missa do Galo”, de Machado de Assis, por exemplo, ou “Natal na barca”, de Lygia Fagundes Telles. Na literatura universal, o grande clássico é “Um conto de Natal”, de Charles Dickens.
O meu preferido é um conto não muito conhecido, de autoria de Luiz Vilela, intitulado tão somente “Feliz Natal”, publicado em 1978 no volume de contos Lindas pernas, Livraria Cultura Editora.
Nele, o narrador acompanha os passos do solitário protagonista, Ranulfo, durante a noite natalina. Ao contrário, porém, do que se possa imaginar, ele não está triste por ficar sozinho. Bem pelo contrário: ele foge de qualquer encontro com alguns conhecidos. E ele os tinha. E muitos.

Disfarçado, com um penteado diferente, barba crescida, roupa que não usava há tempos e óculos escuros, sai para comprar algo e cumprir um plano: “assim como Cristo nascia àquela noite, ele decidira renascer como outro homem (...)”. Faz de tudo para não ser visto, inclusi…

Imortal da Academia de Letras

(Foto: Maria Regina Eichenberg/Rádio Gazeta AM)



Imortal da Academia de Letras, pelo menos da Santa-cruzense. Tive a honra ontem de tomar posse e ser um dos fundadores, além de fazer parte da primeira diretoria. O time (escolhido com critérios determinados na lei que criou a Academia) é de peso e com muita experiência, inclusive sou o caçula. A nominata completa pode ser lida no link:  http://gaz.com.br/conteudos/variedades/2017/12/21/109896-municipio_ganha_academia_santa_cruzense_de_letras.html.php