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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2015

Meu texto no caderno PrOA, da Zero Hora.

Na Zero Hora de domingo, mais precisamente no caderno PrOA, publiquei um artigo sobre o concurso literário que exigia a promoção de valores morais nos contos concorrentes. Dou um pitaco, da mesma forma, sobre a redação do Enem, que exige uma dissertação politicamente correta: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2015/10/concurso-causa-polemica-ao-exigir-valores-morais-na-ficcao-4885711.html

Aconteceu uma orgia literária no Traçando Livros de hoje

Uma orgia literária

Aconteceu uma orgia aqui na minha toca, onde leio, escrevo, tomo meu café e ouço música. Gustave Flaubert, Emma Bovary e Mario Vargas Llosa misturavam-se sobre minha mesa de leitura e me proporcionaram dias prazerosos. O primeiro, escritor francês, e a segunda, sua criação literária, estavam nas páginas de Madame Bovary, de 1857, romance cuja melhor edição disponível por estas bandas é a da Companhia das Letras em parceria com a Penguin, com textos complementares de Charles Baudelaire e Lydia Davis, além da tradução de Mário Laranjeira. Mas eles também estavam no livro escrito pelo terceiro vértice deste triângulo amoroso, o romancista peruano, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2007, no ensaio A orgia perpétua, lançado neste mês pela Alfaguara, com tradução de José Rubens Siqueira. Tenho a edição antiga, traduzida por Remy Gorga Filho, e serão deste volume as citações desta resenha.
Aos poucos, foram chegando à orgia outras personagens da trama, como o marido…

Júlio Nogueira e o celular na sala de aula

Mais uma colaboração do Júlio Nogueira, professor de literatura aposentado, que mora numa chácara no interior de uma cidade do interior do RS, e que hoje apenas lê e escreve. O mestre me mandou esse e-mail depois de ler um comentário no facebook de um desses críticos da educação que não saem dos seus gabinetes sobre um “gif” dos Simpson, que também compartilhei nas redes sociais da internet:
"Sobre o descaso dos professores retrógrados como eu que não usam o celular como recurso 'pedagógico' em sala de aula, cabem algumas considerações: 1- Nem todos os alunos têm o aparelho, o que dificulta o trabalho uniforme e gera a exclusão. 2 - O acesso à internet ainda é precário nas escolas. 3 - Se o professor não consegue controlar o aluno que não faz as atividades (como uma simples leitura de um texto) por causa do celular, quem garante que ele utilizará o aparelho para a atividade proposta? Vale para tablet, notebook, etc. 4 - Nem todos os professores têm condições ou querem ter um a…

"Feliz dia do 'Desligue o celular, Joãzinho!' ", minha crônica no site da Zero Hora

Minha crônica sobre o Dia do Professor no site da Zero Hora:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/opiniao/noticia/2015/10/cassionei-niches-petry-feliz-dia-do-desligue-o-celular-joazinho-4877052.html Feliz dia do "Desligue o celular, Joãzinho!"
Há muito tempo parei de escrever na condição de professor. Agora, em todos os textos que assino ponho embaixo escritor, apesar de esse não ser o meu ganha-pão. O motivo é que o que escrevo às vezes causa polêmicas que acabam respingando na minha atividade profissional e muitos não sabem separar o artista do mestre. Já perdi oportunidades de emprego na rede privada por causa disso. Nunca deixo, porém, de refletir sobre o trabalho na área de ensino. Aliás, a palavra ensinar parece que saiu de circulação, pois só se fala em educar. A própria denominação professor vem sendo sistematicamente substituída por educador, na qual não me encaixo. Vem sendo deixada de lado a ideia de transmitir conhecimento para a concepção de "treinar"…

Mais uma coluna minha no Digestivo Cultural

Na minha coluna no DC​, apresento trechos das notas sobre a criação do meu primeiro romance, "Os óculos de Paula". http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=4197&titulo=Notas_confessionais_de_um_angustiado_(I)

Júlio Nogueira deu sinal de vida

Júlio Nogueira me mandou um e-mail do seu retiro intelectual para dizer por que andou parando de escrever. Mergulhado apenas nas leituras em meio a seus milhares de livros na biblioteca – construída durante mais de 50 anos no mínimo –, ele me conta que o mundo de hoje já não é mais aquele que era o seu. Cansou de ficar horas elaborando frases, refletindo sobre assuntos da mais alta complexidade e tentando colocar a alta literatura no seu lugar de direito, que é no alto mesmo, superior a toda e qualquer outra forma de escrita. Sua voz não ecoou, não repercutiu quando tentou postar nas redes sua filosofia literária. Enquanto isso, qualquer bobagem dita/escrita, qualquer “obra” de um artista medíocre, qualquer “videozinho” postado por celebridades ganham mais relevância. Basta vender bastante ou ter centenas de milhares de visualizações nas redes sociais para alguém ganhar o status de escritor, de revelação literária, de grande artista ou até de crítico literário.
“Dia desses, Cassionei, …

Ainda sobre o outro

Escrevi na crônica anterior algo sobre não pensar no outro. No entanto, como escritor, estou sempre olhando, analisando e me pondo no lugar desse outro. A alteridade é importante para o escritor. Alteridade, palavrinha que me fez passar vergonha numa entrevista para entrar no mestrado em uma universidade federal.

Acredito que sempre somos o centro do mundo. O mundo gira a nosso redor sim. Mesmo quem pensa na coletividade, no bem comum, é solidário, na verdade é por uma satisfação pessoal. Sente-se melhor consigo mesmo quando vê a felicidade do outro. Não deixa de ser, portanto, individualista e egocêntrico.
Vejamos o sexo. É um ato individualista, mesmo que seja a dois, a três, a quatro, etc, e mesmo para aquele homem que fica se preocupando se a mulher vai gozar ou não. Ele o faz porque sente prazer em ver o prazer do outro.
Os políticos são individualistas (conte-me uma novidade, Cassionei!), mesmo aqueles que dizem pensar no bem comum. O caridoso também é individualista. Todos pensam …

Estrague sua vida que eu estrago a minha

Conheço pessoas que têm um aplicativo no celular que avisa onde há uma “blitz” policial. Não saem de nenhuma festa sem antes consultar o oráculo para poder fugir do bafômetro e de uma multa. Essas mesmas pessoas reclamam dos governantes, dos impostos, da crise, da violência, dos furtos. Inclusive têm medo de terem seus carros roubados. E, claro, esquecem que os bandidos também têm o mesmo aplicativo e que, por isso, também escapam da polícia depois de praticarem o roubo. Conheço pessoas que, depois de ler este primeiro parágrafo, já estão tentando se desculpar, se justificar, vão tentar me atacar, achando que estão certos em burlar as leis. “Ora, bebo, mas não perco meus reflexos”, “o limite de velocidade é muito baixo nas ruas da cidade”, “não deixo meus documentos em dia porque os governantes só nos tiram dinheiro e sou apenas mais uma vítima da indústria da multa”. E o bandido, pergunto, também não seria vítima de algo, segundo os defensores do chamado “direitos humanos”? Não reclame…

Resenha de Aguinaldo Severino sobre "Os óculos de Paula"

Entrevista ao blog "Página Cinco"

Rodrigo Casarin me entrevistou para uma matéria sobre o caso do “Prêmio Sesc de Contos Machado de Assis”, promovido pelo Sesc do Distrito Federal, cujo item sobre moralidade causou certa polêmica entre escritores. Segue o link: 
http://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2015/09/30/regra-moralista-em-concurso-de-contos-revolta-escritores/